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CONSCIÊNCIA E ATITUDE
RENATO FERREIRA SILVA
Email: rfspsique@gmail.com
 
EXISTE FELICIDADE


Recentemente conheci Marina Lima, uma entendedora da vida e hoje somos grandes amigos e foi neste contexto que busquei na filosofia algumas abordagens acerca da amizade. Essa relação que move o ser humano e acontece ocasionalmente em nossa vida de várias formas.

Para Aristóteles, um amigo "é uma única alma em dois corpos". Para Cícero "a amizade é nada mais do que um entendimento perfeito entre as coisas divinas e humanas, junto com o sentimento de querer bem e amar-se mutuamente, por isso não sei ao certo se, com exceção da sabedoria, foi dada ao homem pelos deuses coisa melhor do que a amizade. Há aqueles que preferem em seu lugar a riqueza, outros, saúde perfeita, outros ainda, o poder e honrarias, muitos também os prazeres. Esta última atitude é própria dos animais, ao passo que as outras opções são passageiras e incertas, pois não dependem tanto do nosso juízo, quanto do capricho da sorte."

O homem é sábio se sabe escolher seus amigos com complacência.

E se é sábio ter amigos, também é possível ser sábio não tendo nenhum amigo, pois ao mesmo tempo que uma pessoa é feliz rodeada de amigos, viajando, realizando festas, divertindo-se, outra pessoa pode ser feliz ao seu modo sem ter nenhum amigo por perto, pode por exemplo, ser um grande estudioso, um grande professor, como o filósofo Kant, que viveu em sua cidade toda a vida e não tinha amigos, para ele, esse era o seu jeito de ser feliz e de viver.

A relação que se tem com o pai, com a mãe, com os irmão não pode ser chamada de amizade, porque com estas pessoas, o relacionamento é de carinho, afeto, respeito. A família preocupa-se conosco de uma forma diferente daquela que o amigo iria praticar. A família é o nosso porto seguro; está presente tanto nas horas boas quanto nas ruins, porém não se pode chamar de amizade.

Assim, como a amizade não é permitida entre profissional e paciente, o AMOR, que segundo Voltaire, é uma forma mais apurada de amizade, também não pode ocorrer entre estas duas partes. Acontece muito de pacientes se apaixonarem pelos psicólogos, isto demonstra uma carência afetiva e emocional. Por que? Porque o psicólogo é alguém que dá atenção, que ouve, que ajuda. Essa transferência, muitas vezes é confundida com amor, e o paciente frustra-se por não ser correspondido, e abandona as sessões.

Já a amizade à distância. Ah, essa sim é complicada. Talvez possa existir sim, mas com um grau menor. Pode ser amizade menor, como disse Platão. Esse tipo de amizade tem o lado bom e o ruim. O lado bom é que você tem um amigo, tem a virtude e a graça de ter um amigo, e o ruim é que você não estar o tempo todo contando a ele suas dificuldades, suas lutas, suas conquistas e vitórias, sua tristeza e sua alegria, o seu desânimo, a sua vida. É o tipo de amizade informal,
porque você não vai estar o tempo todo com esta pessoa, vai estar apenas alguns momentos, por telefone, carta, ou agora que estamos na era informática, por e-mail ou msn. E da mesma forma que a amizade é difícil de ser mantida à distância, o amor é muito mais, porque não há a troca de carinho, de afeto. Pode até haver, mas não há o contato físico, que é uma necessidade básica do ser humano. Sêneca discorda que distância traria o fim da amizade.

Já Aristóteles considera a amizade como o que há de mais necessário para se viver. Mas será que é possível ficar longe fisicamente de um amigo. Sinceramente, acredito que não, porque os amigos distantes sentem se você não está bem, sabem o que acontece contigo, mas estão longe demais para nos abraçar e dar o ombro para desabafar, atos importantes e indispensáveis numa relação entre amigos. Ter um amigo é mais do que simplesmente tê-lo, é compartilhar todos os momentos de sua vida.

Segundo Voltaire e Aristóteles, somente os virtuosos é que tem amigos. "Felizes são os príncipes que conhecem a doçura da amizade" e "De nada serve ser bom se alguém é bom só para si próprio" – estas frases de Voltaire relatam perfeitamente que a amizade é uma virtude e que somente as pessoas virtuosas é que possuem amigos, e verdadeiros amigos. Mas o que é virtude? Virtude é pensar no outro, é praticar o bem, e segundo Platão, a partir do momento que você elege o bem como parte de sua conduta, e deseja praticá-lo você está sendo uma pessoa virtuosa. Voltaire definiu a virtude como a caridade para o próximo.

Sêneca, por exemplo, considera a amizade como uma virtude, uma caridade, uma doação, pois ele seria capaz de dar a vida por um amigo. Mas hoje, alguém faria isso? Num mundo que só pensa em artimanhas políticas, jogo de interesses e falsidades, alguém seria capaz de dar a vida por um amigo? Pode ser que em grupos de minorias, de pessoas sábias e virtuosas, cultas e verdadeiras ainda exista alguém que pense desta forma, o que seria um ato de extrema virtude.

A amizade acolhedora, sem bajulação, comum em pensamentos e vontades é realmente uma virtude, é algo natural. Ela abre a porta para uma fuga do egoísmo e só ocorre entre pessoas de bem e determinadas a satisfazerem seus mais íntimos desejos. Seria uma forma de satisfazer muitas de nossas carências emocionais. A amizade verdadeira não tem fim e quem tiver um amigo, cuide muito bem, porque ele vale muito mais que um tesouro. A amizade sincera é capaz de trazer a felicidade e despertar a alegria uns aos outros.

A todos aqueles que possuem a virtude de ter um amigo, e aos que não têm para que tenham a dádiva de ter e ser um amigo.

"A amizade é o bálsamo da vida." Voltaire
Para você leitor, escolha a teoria melhor desses filósofos e pratique em ações a alegria de dividir momentos felizes que serão eternos ao lado de um amigo.

 
A AMIZADE E OS FILÓSOFOS


Recentemente conheci Marina Lima, uma entendedora da vida e hoje somos grandes amigos e foi neste contexto que busquei na filosofia algumas abordagens acerca da amizade. Essa relação que move o ser humano e acontece ocasionalmente em nossa vida de várias formas.

Para Aristóteles, um amigo "é uma única alma em dois corpos". Para Cícero "a amizade é nada mais do que um entendimento perfeito entre as coisas divinas e humanas, junto com o sentimento de querer bem e amar-se mutuamente, por isso não sei ao certo se, com exceção da sabedoria, foi dada ao homem pelos deuses coisa melhor do que a amizade. Há aqueles que preferem em seu lugar a riqueza, outros, saúde perfeita, outros ainda, o poder e honrarias, muitos também os prazeres. Esta última atitude é própria dos animais, ao passo que as outras opções são passageiras e incertas, pois não dependem tanto do nosso juízo, quanto do capricho da sorte."

O homem é sábio se sabe escolher seus amigos com complacência.

E se é sábio ter amigos, também é possível ser sábio não tendo nenhum amigo, pois ao mesmo tempo que uma pessoa é feliz rodeada de amigos, viajando, realizando festas, divertindo-se, outra pessoa pode ser feliz ao seu modo sem ter nenhum amigo por perto, pode por exemplo, ser um grande estudioso, um grande professor, como o filósofo Kant, que viveu em sua cidade toda a vida e não tinha amigos, para ele, esse era o seu jeito de ser feliz e de viver.

A relação que se tem com o pai, com a mãe, com os irmão não pode ser chamada de amizade, porque com estas pessoas, o relacionamento é de carinho, afeto, respeito. A família preocupa-se conosco de uma forma diferente daquela que o amigo iria praticar. A família é o nosso porto seguro; está presente tanto nas horas boas quanto nas ruins, porém não se pode chamar de amizade.

Assim, como a amizade não é permitida entre profissional e paciente, o AMOR, que segundo Voltaire, é uma forma mais apurada de amizade, também não pode ocorrer entre estas duas partes. Acontece muito de pacientes se apaixonarem pelos psicólogos, isto demonstra uma carência afetiva e emocional. Por que? Porque o psicólogo é alguém que dá atenção, que ouve, que ajuda. Essa transferência, muitas vezes é confundida com amor, e o paciente frustra-se por não ser correspondido, e abandona as sessões.

Já a amizade à distância. Ah, essa sim é complicada. Talvez possa existir sim, mas com um grau menor. Pode ser amizade menor, como disse Platão. Esse tipo de amizade tem o lado bom e o ruim. O lado bom é que você tem um amigo, tem a virtude e a graça de ter um amigo, e o ruim é que você não estar o tempo todo contando a ele suas dificuldades, suas lutas, suas conquistas e vitórias, sua tristeza e sua alegria, o seu desânimo, a sua vida. É o tipo de amizade informal,
porque você não vai estar o tempo todo com esta pessoa, vai estar apenas alguns momentos, por telefone, carta, ou agora que estamos na era informática, por e-mail ou msn. E da mesma forma que a amizade é difícil de ser mantida à distância, o amor é muito mais, porque não há a troca de carinho, de afeto. Pode até haver, mas não há o contato físico, que é uma necessidade básica do ser humano. Sêneca discorda que distância traria o fim da amizade.

Já Aristóteles considera a amizade como o que há de mais necessário para se viver. Mas será que é possível ficar longe fisicamente de um amigo. Sinceramente, acredito que não, porque os amigos distantes sentem se você não está bem, sabem o que acontece contigo, mas estão longe demais para nos abraçar e dar o ombro para desabafar, atos importantes e indispensáveis numa relação entre amigos. Ter um amigo é mais do que simplesmente tê-lo, é compartilhar todos os momentos de sua vida.

Segundo Voltaire e Aristóteles, somente os virtuosos é que tem amigos. "Felizes são os príncipes que conhecem a doçura da amizade" e "De nada serve ser bom se alguém é bom só para si próprio" – estas frases de Voltaire relatam perfeitamente que a amizade é uma virtude e que somente as pessoas virtuosas é que possuem amigos, e verdadeiros amigos. Mas o que é virtude? Virtude é pensar no outro, é praticar o bem, e segundo Platão, a partir do momento que você elege o bem como parte de sua conduta, e deseja praticá-lo você está sendo uma pessoa virtuosa. Voltaire definiu a virtude como a caridade para o próximo.

Sêneca, por exemplo, considera a amizade como uma virtude, uma caridade, uma doação, pois ele seria capaz de dar a vida por um amigo. Mas hoje, alguém faria isso? Num mundo que só pensa em artimanhas políticas, jogo de interesses e falsidades, alguém seria capaz de dar a vida por um amigo? Pode ser que em grupos de minorias, de pessoas sábias e virtuosas, cultas e verdadeiras ainda exista alguém que pense desta forma, o que seria um ato de extrema virtude.

A amizade acolhedora, sem bajulação, comum em pensamentos e vontades é realmente uma virtude, é algo natural. Ela abre a porta para uma fuga do egoísmo e só ocorre entre pessoas de bem e determinadas a satisfazerem seus mais íntimos desejos. Seria uma forma de satisfazer muitas de nossas carências emocionais. A amizade verdadeira não tem fim e quem tiver um amigo, cuide muito bem, porque ele vale muito mais que um tesouro. A amizade sincera é capaz de trazer a felicidade e despertar a alegria uns aos outros.

A todos aqueles que possuem a virtude de ter um amigo, e aos que não têm para que tenham a dádiva de ter e ser um amigo.

"A amizade é o bálsamo da vida." Voltaire
Para você leitor, escolha a teoria melhor desses filósofos e pratique em ações a alegria de dividir momentos felizes que serão eternos ao lado de um amigo.


ADOTE UMA NOVA ATITUDE
É momento de nascer das cinzas...

Diz a sabedoria antiga que ninguém é dono da nossa felicidade, por isso não devemos entregar a nossa alegria, nossa paz, nossa vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém.

Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja. A razão de ser da nossa vida é cada um individualmente. A nossa paz interior deve ser a nossa meta de vida; quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda falta algo, mesmo tendo tudo, remeta o seu pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe dentro de si. Pare de pensar mal de si mesmo, e seja o seu próprio melhor amigo, sempre!

Quando a pessoa não se ama, ela se sujeita a qualquer tipo de relação para ter alguém ao seu lado, tornando-se dependente de relações destrutivas e não conseguindo forças para sair delas. Vale lembrar que esse processo acontece inconscientemente. A pessoa não tem consciência do por que está agindo assim, apenas sente o sofrimento que pode se expressar em forma de angústia, dor no peito, choro, pesadelos, vazio, agressividade, depressão, punição, doenças.

Culpam os outros pelos próprios erros, encaram todas as críticas como ataques pessoais e tornam-se dependentes de relações doentes. O maior indicador de uma pessoa com baixa auto-estima é quando sente intensa necessidade de agradar, não consegue dizer "não", busca aprovação e reconhecimento por tudo o que faz, sempre querendo se sentir importante para as pessoas, pois na verdade, não se sente importante para si mesma. Com isso, se abandona cada vez mais.

Aqueles com elevado amor-próprio em geral atraem pessoas com a mesma característica, gerando uniões saudáveis, criativas e harmoniosas. Já a baixa auto-estima acaba atraindo ou mantendo relacionamentos destrutivos e dolorosos. Quando há amor-próprio não se deixa envolver nem manter relações destrutivas. Há também uma relação direta e muito importante entre desempenho profissional e auto-estima, mas esse é outro assunto.

O amor próprio influencia tudo que fazemos, pois é o resultado de tudo que acreditamos ser, por isso o autoconhecimento é de fundamental importância para aumentar a auto-estima. Ou seja, confiar em si mesmo, ouvir sua intuição, acreditar em sua voz interior, respeitar seus limites, reconhecer seus valores, expressar seus sentimentos sem medo, sentir-se competente, capaz e se tornar independente da aprovação dos outros, tudo isso faz com que a auto-estima se eleve. Mas é um processo gradativo que exige trabalho e conscientização.

Na verdade, todos estamos à procura de amor. E esse sentimento ainda é o que rege tudo o que buscamos, fazemos e somos.

Que tal olhar no espelho e perguntar: Como eu quero ser a partir de hoje?

Adote uma nova atitude: mude-se!


INFORMANDO A POPULAÇÃO SOBRE
A POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO EM CARMO DO CAJURU


A Secretaria Municipal de Saúde com o apoio da Secretária de Saúde Denise Motta não tem medido esforços para a implantação da PNH- Política Nacional de Humanização.

A humanização no atendimento da saúde é hoje uma política pública e deve estar presente nos diversos níveis de atenção à saúde. A necessária amplitude envolve as especialidades e todos os atores existentes no contexto hospitalar: enfermeiros, psicólogos, médicos, gestores e trabalhadores da área de saúde, pacientes e familiares.

Carmo do Cajuru, conta com o apoio do GTH- Grupo de Trabalho em Humanização, representando todos os colaboradores da saúde, visando projetos de melhorias para um melhor atendimento ao usuário.

Em fevereiro de 2009, Renato Ferreira, que trabalha com o projeto já há cinco anos no Hospital São João de Deus em Divinópolis juntamente com a diretoria do mesmo, desde fevereiro de 2009 assessora como apoio o Grupo do GTH, juntamente com a psicóloga Michelle de Meira, presidente do GTH, que mensalmente se reúnem para criarem estratégias com o grupo para uma melhor assistência.

Muitas ações estão sendo realizadas e é importante a participação da comunidade neste contexto de melhorias para a cidade.algumas ações como:
• O diagnóstico Global da saúde na cidade, realizado juntamente com a participação de todos os atores do sistema da saúde, com o objetivo de detectar focos de desumanização, recolhendo dados da situação atual e situação ideal da saúde na cidade e criar estratégias de melhorias.
• Profissionais qualificados colaboram na reestruturação dos arquivos da Clinica Municipal, juntamente com projeto de atendimento na qualidade total.
• Projetos para agentes comunitários de saúde.
• Treinamento para o grupo do GTH, mensalmente
• Reelaboração da farmacinha
• Eventos e seminários de formação.


O PROCESSO DE HUMANIZAÇÃO tem impactos múltiplos em cada instituição.
• Transforma a cultura organizacional, promove a revisão das formas, posturas e políticas de atendimento da instituição e busca, constantemente, maior valorização e comprometimento de todos os profissionais envolvidos;
• Gera uma maior transparência na conduta dos profissionais ;
• Promove a democratização das informações, com o estímulo ao diálogo entre os profissionais de saúde, visando um único fim, a melhor assistência ao usuário.


Você pode nos ajudar enviado sugestões:
e-mail: rfspsique@gmail.com

MENTIRA E ANGÚSTIA
Uma abordagem filosófica acerca da mentira e da angústia


Affonso Romano de Sant'Anna escreveu um belíssimo poema que aborda a esta questão da mentira. Copiei este pequeno fragmento que nos será útil para uma grande reflexão.

“Mentiram-me. Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente. Mentem de corpo e alma, completamente. E mentem de maneira tão pungente que acho que mentem sinceramente.

Mentem, sobretudo, impunemente. Não mentem tristes. Alegremente mentem. Mentem tão nacionalmente que acham que mentindo história afora vão enganar a morte eterna/mente. Mentem. Mentem e calam. Mas suas frases falam. E desfilam de tal modo nuas que mesmo um cego pode ver a verdade em trapos pelas ruas. Sei que a verdade é difícil e para alguns é cara e escura. Mas não se chega à verdade pela mentira, nem à democracia pela ditadura”.


No pensamento existencialista e mesmos os teóricos da psicologia surgem temas e problemas característicos. Considera que a única coisa que define o homem é o seu ato. A angústia, a liberdade, a virtude, a responsabilidade e o sofrimento são alguns do temas dos representantes principalmente existencialistas.

Na teoria sartriana afirma que a essência do homem é a liberdade. Partem do pressuposto que Deus não existe, o homem está condenado a ser livre. Ele não encontra valores prontos ou ordens que possam legitimar sua conduta, pois que dita é o próprio homem. Entretanto, Sartre procurou dar a liberdade um caráter social, vinculando-a à responsabilidade de que o homem deve sentir pela humanidade. A condição primordial da ação é a liberdade que é a capacidade de escolha. Sua preocupação é de que o homem, diante de suas inúmeras escolhas, assuma a responsabilidade de uma opção que pode ser: dizer a verdade ou mentir.

Essa responsabilidade de escolha, não engaja somente ele, mas uma toda humanidade. Ele não dever escolher o que é bom para ele, sem antes pensar nas outras pessoas. Adiar os riscos para não errar e gerar culpa, é uma tônica da sociedade contemporânea. Arriscar-se significa uma jornada difícil em busca de si mesmo. Tudo isso traz a angústia. O homem percebe que ele não é apenas aquilo que ele escolheu ser, mas também o legislador de seus atos, que podem refletir em si mesmo e em toda a humanidade.

Essa responsabilidade é que gera a angústia. O homem quando percebe-se que ele não é apenas aquele que escolhe, ao mesmo tempo, para si e para a humanidade. Por conseguinte ele fica desamparado, pois não consegue escapar de sua responsabilidade com o outro. Ao fazer uma opção, o homem escolhe o que ele julga e faz o que ele gostaria de ser.

O humano não pode recusar sua condição de Ser livre. Há um retorno para tudo que fizermos.
A liberdade implica em responsabilidades, pois sendo o humano livre, é ele responsável perante si mesmo por cada ato por ele executado ou não executado.

A má-fé se iguala a mentira, na qual, obedecendo à necessidade intrínseca do fenômeno "mentira", necessitamos de duas pessoas, uma, que ciente da verdade, a falseia intencionalmente visando enganar a outro e, este outro, que no papel do enganado, escuta e vê o que o mentiroso diz e acredita como verdade. No processo de mentir temos sempre o que engana e o que é enganado, sendo o primeiro conhecedor da verdade e o segundo não. A mentira é sempre intencional e visa enganar a alguém. Ora, na má-fé o mentiroso/enganador e o enganado são uma única e mesma pessoa, ocorrendo o processo de enganar e ser enganado simultaneamente no tempo/espaço.

Podemos, portanto, dizer que o indivíduo na má-fé se auto-engana e ao mesmo tempo tem consciência do logro e da intencionalidade desta mentira.

Muitos mentem compulsivamente, às vezes por insegurança. Outras por não confiarem em si próprios, neste caso a angústia é intensa e sofrida. Mentem no relacionamento, mentem na amizade e auto se afastam do ciclo em que vivem. O pior cego é aquele que não quer ver. Acreditam doentiamente na óbvia mentira.

O humano, pode, portanto, se iludir, crendo por meio da má-fé, não ter liberdade, e desta forma fugir da angústia. Mais ninguém é enganado por muito tempo!

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